30.6.15

para hoje


três coisas:

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1. o equilíbrio.
os cactos em flor, o Yin Yang das plantas domésticas.

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2. o Miguel Esteves Cardoso fez a melhor e mais precisa composição sobre gatos que já li.
O que espanta num gato é a maneira como combina a neurose, a desconfiança e o medo - para não falar numa ausência total de sentido de humor - com o talento para procurar e apreciar o conforto e, sobretudo, a capacidade para dormir 20 em cada 24 horas, sem a ajuda de benzodiazepinas.
O gato é neurótico mas brinca. Brinca com seriedade, mas brinca. Tem acessos, muito curtos, de loucura, em que se embandeira em saltinhos oblíquos. Mas, acima de tudo, descobriu o sistema binário da existência.
Que é: dormir faz fome. Comer faz sono. Acordo porque tenho fome. Adormeço porque comi. Nos intervalos, faço as necessidades. Podem ser secundárias (cagar, mijar, amar, brincar, ansiar), mas são verdadeiramente necessárias. 
Se não tem sono, é porque tem fome. Se não tem fome, é porque tem sono. Se não tem uma coisa ou outra, é porque tem de fazer as necessidades.
É ou não uma lição de vida?
Sim, é. '

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3. as tarde de calor despertam o gato que há em mim.
perigosas.

2 comentários :

  1. Adorei a descrição do gato!
    Acho que andamos todos nesta fase felina neste calor ;) coragem.

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