... gostava de viver numa quinta,
latir em islandês
e aquecer memórias.

Islândia
novembro, 2014
'Porque o mar continuava fresco e sem receios. Muito fundo. O mar era um diamante líquido. Eu respondia: o mar também pensa. O meu pai sorria. Os peixes nadavam dentro de um diamante. No sangue de cristal.'

O planeta é feminino. O Steindór dizia assim: o planeta é feminino e apenas por ser assim se mantém em ordem. Pensei: o planeta.
Estava habituada a pensar na Islândia de um modo mais sozinha. Como se a Islândia fosse quase sempre tudo e não houvesse além disso.

O meu pai declarou: a Islândia pensa.
A Islândia é temperamental, imatura como as crianças, mimada. Tem uma idade geológica pueril. É, no cômputo do mundo, infante. Por viver a infância decide com muito erro, agressiva e exuberantemente.

